O FBI atribuiu a agentes norte-coreanos o roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da Binance, em comunicado divulgado no sábado, 31 de outubro. A agência americana identifica a atividade cibernética como TraderTraitor e situa o ataque por volta de 29 de outubro. A atribuição é uma conclusão anunciada pela investigação dos Estados Unidos; a apuração do incidente continua.

Segundo o FBI, os responsáveis passaram a converter os recursos principalmente em Ethereum. A agência, em conjunto com o Serviço Secreto americano e a unidade de investigação criminal da Receita dos Estados Unidos, pediu a empresas do setor que bloqueiem transações relacionadas aos endereços divulgados. O alerta busca dificultar a circulação e a lavagem dos ativos desviados.

Em atualização deste domingo, 1º de novembro, a Binance afirmou ter coberto aproximadamente 95% do montante afetado, estimado pela empresa em US$ 6,3 bilhões. O percentual avançou em relação aos 90% do comunicado anterior. A corretora informou que compra ativos para recompor os saldos com recursos próprios e que os 5% restantes envolvem moedas menos líquidas. Essa reposição não equivale à recuperação das mesmas criptomoedas roubadas.

A empresa anunciou a primeira etapa de retomada dos saques para a faixa entre 3h e 6h de domingo, no horário de Brasília, correspondente a 6h a 9h UTC. A liberação depende da moeda e da rede, com possibilidade de atrasos no processamento. A Binance orienta consultar a página de saques e o status das redes para verificar a disponibilidade e reiterou que assumirá o impacto financeiro do ataque. O anúncio não confirma funcionamento integral de todos os serviços.