O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que organizou a própria saída do Brasil e que não recebeu ajuda de governos estrangeiros para chegar aos Estados Unidos. Em entrevista publicada na quinta-feira, 5 de novembro, pelo jornal The New York Times, ele disse que tomou a decisão com a esposa e que levará para o túmulo os detalhes da viagem.

Em carta divulgada na semana anterior, o senador havia agradecido aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina. Na entrevista, Flávio afirmou que pessoas próximas no exterior torceram por ele e negou que tenham participado da organização da viagem.

Flávio chegou aos Estados Unidos em 28 de outubro, três dias após o segundo turno. Ele deixou o país depois de uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entrega dos passaportes, no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a RFI, ele recebeu autorização humanitária para permanecer por um ano nos Estados Unidos com a família.

O senador voltou a questionar o resultado das urnas e disse que considera disputar novamente a Presidência. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 48,21%.

Fonte: The New York Times, com informações de DW, Folha de S.Paulo, UOL, RFI e TSE.