O Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul divulga nesta quinta-feira, 27 de agosto, a Carta Mensal do Mercado Formal de Trabalho do mês de julho de 2020, que denota a criação de empregos entre os principais municípios da Serra Gaúcha após meses de retração. Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Flores da Cunha e Garibaldi foram as cidades que mais geraram empregos no mês, impulsionadas, principalmente, pelo setor da Indústria.

Veranópolis

Em julho, Veranópolis registrou 164 admitidos e 141 desligados, resultando, assim, em 23 empregos formais criados, representando um acréscimo de 0,35% dos postos formais. Dessa forma, a cidade contou com um estoque de 6,7 mil empregos com carteira assinada. O setor que mais influenciou o resultado foi a Indústria, que teve 33 empregos criados. O setor que mais fechou postos de trabalho foi Comércio, com 8 vínculos a menos.

No acumulado do ano, foram fechadas 250 vagas de emprego, um decréscimo de 3,61%, sendo que a Indústria obteve o maior saldo negativo, com 219 vínculos a menos. No período de 12 meses, foram fechados 322 postos de trabalho, um decréscimo de 4,56%. No período, o setor que mais fechou postos de trabalho foi a Indústria, com 275 vínculos a menos.

O resultado do mês de julho marcou o primeiro mês de saldo positivo após algumas quedas no nível de emprego. Em julho de 2019 foram fechadas 12 vagas na cidade, contra a abertura de 23 postos no ano vigente. No acumulado do ano houve extinção de 250 empregos. Nos últimos 12 meses, o município registrou 322 vínculos a menos, frente ao fechamento de 137 empregos com carteira assinada no mesmo período do ano passado.

Nova Prata

Em julho houve 155 admitidos e 143 desligados em Nova Prata, resultando uma criação líquida de 12 empregos formais, representando um acréscimo de 0,16% dos postos. Nesse sentido, a cidade contou com um estoque de 7,6 mil postos formais. A Construção foi o setor que mais influenciou o saldo positivo, com geração de 25 empregos formais, tendo um crescimento de 6,44% dos seus empregos. Apesar do desempenho positivo do mês, a Indústria e o Comércio tiveram destruição de empregos, com 12 e 2 postos fechados, respectivamente.

O acumulado do ano e os últimos 12 meses tiveram saldo negativo. O somatório no ano foi fomentado pela Indústria, que teve 290 empregos encerrados. Nos últimos 12 meses, a Indústria foi o setor que mais fechou empregos com carteira assinada, com 386 demissões. Já a Construção foi o único setor a apresentar geração de empregos nos dois períodos, tendo crescimento de 11,69% nos últimos 12 meses.

O saldo positivo de julho marcou o primeiro mês de criação de empregos, após três meses de destruição de postos formais. Em julho de 2019 foram fechados 20 empregos no município, frente à criação de 12 empregos em 2020. No acumulado do ano houve contração de 253 empregos com carteira assinada, frente ao encerramento de 96 vagas no mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o
município registrou 303 empregos fechados.

Fonte: Observatório do Trabalho – UCS