Em 2020, alta dos preços nos produtos oriundos da agropecuária não significou mais lucros para o produtor
O ano de 2020 foi, inegavelmente, atípico. Por mais que o maior entrave para a maioria dos setores econômicos tenha sido a pandemia da covid-19, na agricultura, outros motivos foram as causas para um ano difícil. De forma inédita, duas estiagens assolaram o campo no ano passado, dificultando o trabalho do agricultor e causando perdas expressivas.
Essa situação mais complexa fez com que o consumidor final sentisse no bolso as consequências. Os produtos na área dos grãos e leite, por exemplo, tiveram aumentos significativos. Apesar desse contexto gerar a falsa impressão de que o agricultor teve mais lucros, a realidade é que maior entrada não significou maior faturamento, porque, houve um grande aumento das despesas dos produtores.
Esses maiores gastos surgem por conta de vários fatores, podendo-se destacar a alta do dólar, que acaba por encarecer os insumos usados no campo e a estiagem. Este último aspecto, ademais, é um fato que vem preocupando há tempos e encontra-se como dificuldade para os agricultores no trabalho do campo.
Eugênio Zanetti, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG – RS) afirma que o entrave para aplicação de medidas efetivas e projetos de incentivo de conservação de água são questões ambientais. O que falta, segundo ele, para que políticas públicas efetivas sejam aplicadas são movimento na esfera governamental. Assim, observa-se um hiato entre a projeção de leis e incentivos e a realidade dos agricultores.
