Vigilância epidemiológica de Veranópolis participa de capacitação para aplicação de vacinas da Pfizer
Por ter aplicação diferente dos demais imunizantes contra a covid-19, uma capacitação por parte do governo estadual foi promovida
Profissionais da vigilância epidemiológica de Veranópolis participaram na quinta-feira, dia 20 de maio, de uma capacitação para aplicação de vacinas da Pfizer. A atividade foi promovida pelo governo estadual e busca preparar os profissionais do interior do Rio Grande do Sul para o manuseio desses imunizantes, que são distintos dos demais contra a covid-19. As duas profissionais que participaram em nome de Veranópolis, agora, passarão as instruções aprendidas para as demais profissionais.
Ainda não há data para que essas vacinas cheguem na cidade. A Secretaria Estadual de Saúde enviará 108 mil doses para as coordenadorias regionais na próxima segunda-feira, dia 24 de maio, para que elas sejam distribuídas aos municípios, porém, os imunizantes só serão encaminhados às cidades assim que as Secretarias de Saúde tenham agendado com os cidadãos horários para recebimento do imunizante.
Os frascos serão entregues refrigeradas (entre 2°C e 8°C) e nessa temperatura, podem ficar por até cinco dias (120 horas). Por conta dessa restrição, para que não sejam perdidas doses, a aplicação deve ser rápida e programada. A Secretaria Municipal aguardará o comunicado oficial da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), responsável pela localidade, para informar a data de chegada. Neste momento, organização e o agendamento já começaram a ser realizados na cidade, porém, o processo ainda não foi finalizado. Após essa etapa, mais informações serão divulgadas.
Sobre a distribuição das doses
Os imunizantes serão entregues com orientação para utilização de primeira dose para pessoas com deficiência permanente que tenham entre 18 e 59 anos cadastradas no benefício assistencial à pessoa com deficiência (BPC) do governo Federal (estimadas em 42.570 pessoas), pessoas com comorbidades na faixa etária de 38 e 39 anos (58.994 pessoas, sendo que acima dessa idade já tiveram doses disponibilizadas pelo Estado) e gestantes com comorbidades e/ou gestantes sem comorbidades que apresentem indicação médica de avaliação dos riscos e benefícios.
Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Tani Ranieri, a utilização dessa nova fornecedora na campanha é um desafio. “É um esforço que estamos realizando para colocar a Pfizer em todos municípios, pois trata-se de uma vacina diferenciada pelas questões de temperatura e diluição”, explica. “Por isso, fazemos questão de chamar todos os municípios e regionais para a capacitação e que a informação que passamos para esses gestores chegue às equipes de vacinação”, acrescenta.
Aos municípios, um dos pontos ressaltados na capacitação ministrada por consultores da farmacêutica foram os prazos de armazenamento e utilização. Os frascos serão entregues refrigeradas (entre 2°C e 8°C). Nessa temperatura, podem ficar por até cinco dias (120 horas).
Por essa limitação, a orientação do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) é que os municípios realizem agendamento prévio das pessoas a serem imunizadas. Da mesma forma, não é recomendada a estratégia de vacinação fora de Unidades Básicas de Saúde, como em drive-thru. Na sala da vacina, após o frasco ser tirado do refrigerador e diluído, as doses dever ser aplicadas em até seis horas.
Informações sobre as doses da Pfizer:
• As doses da Pfizer chegam ao Brasil em caixas de transporte específicas, com isolamento térmico e gelo seco que permite a manutenção de temperaturas entre -90°C e -60°C por até 30 dias. Em freezers, com temperatura entre -25°C e -15°C, o armazenamento pode ser por até duas semanas. Em freezers de temperatura ultrabaixa (entre -80ºC e -60°C), podem ficar por até seis meses. Após sair da fábrica, estando nas caixas térmicas ou nos freezers de -25°C a -15°C, o lote pode ser levado de volta a um ultrafreezer, reassumindo a validade original de seis meses. Essas temperaturas mais baixas do que precisam as doses das demais fabricantes são necessárias pois a vacina da Pfizer tem menos conservantes.
• Podem vir rotuladas como Pfizer-BioNTech, se produzidas na Bélgica, ou Comirnaty, que é o nome comercial usado na fábrica dos Estados Unidos. A vacina será distribuída no Brasil apenas com embalagem em inglês, mas a empresa dispõe de um site em português com conteúdos voltados para profissionais de saúde (comirnatyeducation.com.br).
• Cada frasco contém seis doses. São 0,45 ml do produto que, para a aplicação, precisa de diluição em 1,8 ml de soro fisiológico.
• É uma vacina do tipo RNA mensageiro (mRNA), ou seja, usa parte de uma sequência do código genético do vírus como se fosse uma “receita” para o organismo produzir anticorpos.
• Estudos clínicos comprovaram taxa de eficácia de 95% após as duas doses.
• No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é de um intervalo de 12 semanas (cerca de três meses) entre a primeira e segunda doses.
• Reações adversas mais comuns incluem dor no local da aplicação, fadiga e dor muscular (raramente chegando a apresentar febre), que costumar aparecer em até 24 horas e apresentar melhora em até 48 horas.
