Mobilização de caminhoneiros aumenta pressão por votação da MP do Frete
Categoria realiza atos pontuais sem bloquear rodovias e cobra do Senado uma decisão antes que a medida provisória perca validade
Caminhoneiros autônomos iniciaram nesta segunda-feira, 13 de julho, uma mobilização nacional para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a inclusão da chamada MP do Frete na pauta de votação. Apesar de inicialmente ser tratada como greve, a movimentação ocorre sem bloqueios de estradas ou interrupção dos acessos portuários. No Porto de Santos, onde houve concentração de motoristas, a entrada e a saída de caminhões continuavam normalmente.
A principal preocupação da categoria é o prazo da medida provisória, que perde validade na quinta-feira, dia 16, caso não seja analisada pelo Congresso. O texto reúne mudanças importantes para o transporte rodoviário de cargas, como regras para o custo mínimo do frete, maior poder de fiscalização para a ANTT, isenção de multas aplicadas em 2022, encerramento das penalidades relacionadas aos entre-eixos e a criação de salário-base de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime celetista.
Entidades representativas afirmam que a demora na votação pode ampliar a insatisfação e estimular novas paralisações espontâneas. Lideranças do setor dizem ter recebido sinais de que Alcolumbre poderá pautar a proposta nos próximos dias, mas mantêm a pressão até que haja uma definição. Em Mato Grosso do Sul, caminhoneiros aguardavam o avanço das manifestações em Santos antes de decidir sobre uma possível adesão ao movimento.
