Morre por eutanásia mulher de 30 anos, que travou batalha judicial na Colômbia para ter acesso ao suicídio assistido por médicos
Catalina Giraldo, de 30 anos, morreu após longa disputa judicial que expôs lacunas na regulamentação da assistência médica ao fim da vida
A psicóloga colombiana Catalina Giraldo, de 30 anos, morreu em 9 de julho após se submeter à eutanásia em uma clínica de Bogotá, acompanhada por familiares. Diagnosticada havia anos com transtornos psiquiátricos graves e persistentes, ela havia passado por diversos tratamentos sem obter melhora suficiente e transformou seu caso em uma discussão pública sobre autonomia, sofrimento psíquico e acesso legal à morte digna.
Antes da eutanásia, Catalina buscou autorização para a assistência médica ao suicídio, procedimento diferente porque depende da ação do próprio paciente, mas teve o pedido negado por falta de regulamentação específica na Colômbia. Embora a Corte Constitucional tenha descriminalizado essa prática em determinadas condições, o país ainda não estabeleceu regras claras para sua aplicação, o que levou a entidade de saúde e a Justiça a recusarem a solicitação.
Ao lado do advogado Lucas Correa Montoya, Catalina tentou levar o caso à Corte Constitucional para que o mérito fosse analisado e para que fossem eliminadas as barreiras existentes no sistema de saúde. A decisão não ocorreu antes de sua morte, mas a disputa evidenciou o contraste entre o reconhecimento jurídico do direito à morte digna e a ausência de normas práticas para alguns procedimentos. No Brasil, tanto a eutanásia quanto a assistência ao suicídio continuam proibidas pela legislação.
