O Conselho Nacional de Política Energética aprovou nesta terça-feira, 14 de julho, a elevação da presença de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida foi anunciada em meio à alta do petróleo no mercado internacional e pretende ampliar o uso de biocombustíveis, diminuir a necessidade de importações e reduzir parte do custo de produção da gasolina vendida no país.

Para o consumidor, porém, a tendência é de uma queda pequena no valor final do combustível. Segundo o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas, o benefício dependerá de o etanol anidro permanecer mais barato do que a gasolina pura. Como a mudança representa apenas dois pontos percentuais na composição, fatores como câmbio, cotação do petróleo, impostos, margens de distribuição e política de preços da Petrobras continuarão exercendo influência maior nas bombas.

Produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar e, cada vez mais, de matérias-primas como milho, trigo e triticale, o etanol ocupa papel estratégico na transição energética brasileira. O tipo anidro é incorporado à gasolina tipo C, enquanto o hidratado é vendido diretamente como combustível nos postos. Antes da nova decisão, o Brasil já havia ampliado a mistura de 27% para 30% em agosto de 2025.