Três homens são condenados por roubo e extorsão a família no Noroeste gaúcho
Criminosos invadiram residência e mantiveram vítimas como reféns por várias horas
Três homens denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados por roubo e extorsão a uma família em Pedro do Butiá, no Noroeste gaúcho. O crime ocorreu em 19 de maio de 2024, quando os criminosos invadiram a residência das vítimas e renderam pai, mãe e filho, um adolescente. A denúncia do MPRS foi apresentada em 20 de junho, e a sentença judicial foi proferida na última segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025.
Além dos crimes de roubo e extorsão, os réus também foram condenados por receptação, pois utilizaram um carro furtado para cometer os delitos. As penas aplicadas foram:
- 22 anos, nove meses e 18 dias de prisão para um dos réus;
- 21 anos, seis meses e 23 dias de reclusão para outro;
- 19 anos, nove meses e seis dias de prisão para o terceiro.
Todos também terão de pagar multa.
“Ato bárbaro não tem espaço em uma sociedade justa”, afirma promotor
Para o promotor de Justiça Vitor Casasco Alejandre de Almeida, da Comarca de Cerro Largo, responsável pela denúncia, a decisão judicial representa um resgate do sentimento de justiça, não apenas para as vítimas diretamente atingidas, mas para toda a comunidade missioneira.
“Que sirva como exemplo de que atos bárbaros, bem como qualquer atividade criminosa, não têm espaço em uma sociedade que se pretende justa.”
Como ocorreu o crime
Os criminosos invadiram a residência da família com o intuito de roubar pertences e exigir dinheiro via saques bancários ou transferências Pix. No entanto, como o crime ocorreu à noite, havia um limite para transações financeiras, o que fez com que os assaltantes ameaçassem e constrangessem as vítimas.
A família foi mantida refém por várias horas, enquanto os criminosos os transportavam em dois veículos por diversas vias do município. Durante esse período, pai, mãe e filho foram mantidos sob a mira de armas de fogo, tendo seus celulares, dinheiro, cartões, joias, roupas e o carro roubados. Após o crime, as vítimas foram liberadas.
Dois dos condenados foram presos logo após o crime e denunciados inicialmente. O terceiro réu foi capturado posteriormente, o que resultou na necessidade de um aditamento da denúncia.
