Audiência marcada por emoção e choro reúne familiares no caso da mulher que matou grávida para ficar com bebê em Porto Alegre
Foi realizada na terça-feira (18), em Porto Alegre, a primeira audiência de instrução do caso da mulher denunciada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por assassinar Paula Janaína Ferreira Mello, grávida de nove meses, com o objetivo de ficar com o bebê. O crime ocorreu em outubro de 2024, no Bairro Mario Quintana, zona norte da capital gaúcha.
Durante a sessão, que durou oito horas, 12 testemunhas foram ouvidas, incluindo quatro familiares da vítima – mãe, marido, sogra e pai. A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, responsável pela denúncia, destacou a carga emocional intensa da audiência:
“Foi uma audiência com muita emoção, muito choro. Foi difícil em alguns aspectos, pois, além de envolver familiares da vítima, o crime ainda é recente. Mas o MPRS está confiante de que a Justiça prevalecerá, com a acusada indo a júri.”
Provas reforçam brutalidade do crime
A promotora também ressaltou estar satisfeita com as provas apresentadas, que comprovam a investigação feita pelo MPRS e pela Polícia Civil:
“Mostrou-se um crime bárbaro e terrível praticado contra uma grávida. Os familiares estavam extremamente abalados.”
A ré responde por homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro sem consentimento da gestante, parto suposto e ocultação de cadáver. O Poder Judiciário ainda marcará uma nova audiência para ouvir o restante das testemunhas e realizar o interrogatório da acusada.
Entenda o que é a audiência de instrução
A audiência de instrução é uma fase do processo judicial que ocorre após a aceitação da denúncia pelo Judiciário. Nela, são colhidos depoimentos de testemunhas, peritos, policiais e do próprio réu, com o objetivo de produzir provas e, em alguns casos, determinar se o acusado será julgado pelo Tribunal do Júri.
📷 Foto: Renata Bencke | DICOM TJRS
