A Polícia Civil de Marau, no Rio Grande do Sul, finalizou uma investigação que apontou um professor como suspeito de crimes cometidos contra crianças e adolescentes atendidos por uma entidade social no contraturno escolar. O homem, de 34 anos, foi indiciado por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo aliciamento e conduta inadequada com menores. O inquérito, com mais de 800 páginas, já foi enviado ao Judiciário para as próximas etapas do processo.

As investigações começaram em julho de 2024, após uma denúncia anônima relatar comportamento inadequado do professor com os menores. A Polícia Civil ouviu testemunhas, incluindo funcionários da entidade e familiares das crianças, além de analisar dispositivos eletrônicos do suspeito. Foram encontradas mensagens comprometedoras e acessos a conteúdos impróprios, indicando um padrão de conduta preocupante.

De acordo com as autoridades, pelo menos cinco crianças relataram ter sido vítimas, sendo que o suspeito mantinha proximidade com as famílias e oferecia presentes para conquistar a confiança dos menores. A investigação revelou que ele também levava crianças para sua casa, criando situações que favoreciam sua conduta inapropriada. Além disso, houve registro de pesquisas online que reforçam a necessidade de um acompanhamento rigoroso do caso.

O suspeito está preso preventivamente desde dezembro e segue detido no Presídio Estadual de Getúlio Vargas. A Polícia Civil reforça a importância da supervisão dos pais e responsáveis sobre com quem as crianças interagem e como utilizam a internet e dispositivos eletrônicos, enfatizando que situações como essa podem envolver indivíduos próximos ao convívio familiar. O caso segue agora para os desdobramentos na Justiça.

Com informações de GZH.