Quatro condenados por assassinato brutal de agricultora no RS
Crime premeditado, dívida como motivação e desfecho trágico marcam julgamento em Lajeado
Em uma longa sessão marcada por depoimentos intensos e grande comoção, o júri popular condenou os quatro acusados pelo assassinato da agricultora Eloete de Oliveira, de 54 anos. O julgamento, realizado no Fórum de Lajeado, terminou por volta das 23h30 da quarta-feira (24), com a responsabilização unânime dos réus, entre eles o próprio genro da vítima. As penas variam de 19 a quase 24 anos de prisão, todas em regime fechado.
O caso, que chocou a comunidade de Progresso, ocorreu em fevereiro de 2024. Eloete foi morta com um tiro pelas costas em sua residência, localizada no interior do município. Seu corpo só foi localizado dias depois, já em uma área rural do município vizinho de Sério. Na noite do crime, o marido da vítima conseguiu escapar e pedir socorro, o que ajudou a desencadear as investigações que culminaram com as prisões.
Segundo o Ministério Público, o homicídio foi meticulosamente planejado. O grupo saiu da cidade de Boqueirão do Leão com destino à casa da agricultora, onde executaram o ataque. O motivo do crime teria sido uma dívida financeira, conforme apontaram as investigações. A denúncia foi aceita pela Justiça, e os quatro foram levados a júri popular, onde tiveram sua culpa reconhecida.
Os réus condenados são Flávio Bottega, genro da vítima, sentenciado a 23 anos e 11 meses de reclusão; Soleni Farias, condenada a 23 anos e 1 mês; Roque Machado, a 21 anos e 11 meses; e Darlan Farias, que recebeu pena de 19 anos e 6 meses. Após a sentença, todos foram encaminhados ao sistema prisional, mas a defesa ainda pode recorrer.
