Três pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas após um ataque a tiros registrado na madrugada deste domingo (1º) em Austin, capital do Texas. Entre os mortos está o próprio atirador, que foi baleado por policiais no local. Ao menos três vítimas seguem em estado crítico, segundo autoridades, que ainda não divulgaram as identidades dos envolvidos.

O episódio aconteceu por volta das 2h, em uma região conhecida pela concentração de bares frequentados por estudantes universitários. De acordo com relatos divulgados pelo jornal The Guardian, o suspeito dirigia um SUV e teria circulado o quarteirão diversas vezes antes de iniciar os disparos. Inicialmente, ele atirou de dentro do veículo com uma pistola e, em seguida, saiu do carro empunhando um fuzil, continuando a atirar contra pedestres. A chefe da polícia de Austin, Lisa Davis, afirmou que as equipes chegaram 57 segundos após a primeira chamada de emergência. Ao se depararem com o homem armado apontando em direção aos agentes, três policiais reagiram e o atingiram fatalmente.

O FBI passou a tratar o caso como “potencial ato de terrorismo”, integrando o Grupo Conjunto de Luta contra o Terrorismo às investigações. O agente especial Alex Doran declarou que há indícios ligados ao suspeito e ao veículo que sugerem possível conexão com extremismo, embora a motivação exata ainda seja desconhecida. O ataque ocorre em meio ao reforço de alertas de segurança nos Estados Unidos, após operações militares recentes envolvendo Irã, Israel e forças americanas. O presidente Donald Trump foi informado sobre o ocorrido, enquanto o prefeito de Austin, Kirk Watson, destacou a rapidez da resposta policial como fator decisivo para evitar um número ainda maior de vítimas. No mesmo fim de semana, outro tiroteio deixou nove feridos em Cincinnati, elevando para 56 o total de ataques em massa registrados no país neste ano, segundo o Gun Violence Archive.