A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em julgamento concluído na sexta-feira, 20 de março. O colegiado referendou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a prisão do empresário no início do mês.

Além de Vorcaro, também permanecem presos Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e apontado como operador financeiro, e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da Polícia Federal, suspeito de auxiliar no acesso a informações sigilosas das investigações.

O julgamento virtual teve início na sexta-feira, 13 de março, quando foi formada maioria pela manutenção das prisões. O último voto foi proferido pelo ministro Gilmar Mendes, que acompanhou a decisão da maioria, apresentando ressalvas em seu posicionamento.

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou do julgamento. Ele é um dos sócios de um resort localizado no Paraná, empreendimento adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e investigado pela Polícia Federal.

Na última semana, após a formação da maioria no STF, Vorcaro trocou de defesa, substituindo sua equipe jurídica. A mudança foi interpretada como um indicativo de que o banqueiro pretende negociar um acordo de delação premiada.

Recentemente, o empresário foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, medida considerada o primeiro passo para possíveis tratativas de colaboração com os investigadores e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).