Um caso que gerou grande repercussão em Nova Prata, na Serra Gaúcha, teve um novo desdobramento após a Polícia Civil indiciar uma mulher por denunciação caluniosa, ao concluir que a acusação feita contra um bombeiro voluntário por crime sexual era falsa.

A denúncia foi registrada em janeiro deste ano, quando a mulher relatou ter sido vítima de um estupro ocorrido em novembro do ano anterior. Apesar do intervalo entre o suposto fato e o registro, a polícia iniciou as investigações, que resultaram na prisão temporária do bombeiro e na apreensão de uma arma de fogo que estava em sua posse.

Com o avanço das diligências, incluindo análise de conteúdos de telefones celulares e conversas, os investigadores identificaram que os dois mantinham um relacionamento consensual. Conforme apurado pela autoridade policial responsável pelo caso, a denúncia não possuía respaldo nos fatos e teria sido motivada por um desentendimento entre o casal.

Como resultado da investigação, a mulher foi indiciada por denunciação caluniosa, crime que consiste em atribuir falsamente a alguém a prática de um delito. Já o bombeiro teve a acusação de crime sexual descartada, porém foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, pois o armamento apreendido não possuía registro.

O caso teve forte impacto na comunidade local por envolver um integrante do Corpo de Bombeiros Voluntários, que chegou a ser afastado das funções durante o andamento das investigações e foi alvo de procedimento interno da instituição.

As autoridades destacaram a importância do uso responsável dos órgãos de segurança pública, ressaltando que denúncias falsas podem causar prejuízos significativos às instituições e às pessoas envolvidas, além de configurar crime previsto em lei.

Fonte: Record Guaíba, repórter Felipe Machado.