Investigação aponta que líder de facção comprou imóvel de R$ 500 mil em nome de servidora pública

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do GAECO, deflagrou na manhã desta segunda-feira, 20 de abril, a Operação Hibernação em Pelotas. A ofensiva é um desdobramento das operações Caixa-Forte I e II e visa desarticular o braço financeiro de uma organização criminosa que atua no Sul do Estado. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em um apartamento de luxo, na residência de uma servidora pública estadual e na sede de uma construtora.

A investigação revelou que um dos líderes da facção, atualmente apenado e com histórico criminal que remonta a 2004, utilizou o nome da servidora pública para adquirir um imóvel avaliado em R$ 500 mil. Documentos apreendidos anteriormente continham recibos da compra do apartamento, ainda na planta, confirmando a estratégia de ocultação de patrimônio ilícito oriundo do tráfico de drogas para beneficiar familiares do criminoso.

O coordenador estadual do GAECO, promotor Rogério Meirelles Caldas, destacou que pelo menos três pessoas estão sob investigação direta nesta fase. O líder do grupo já acumula condenações que somam cerca de 20 anos de reclusão por crimes como homicídio qualificado e posse de arma. O MPRS agora analisa os materiais coletados hoje para identificar outros bens e envolvidos no esquema de lavagem de capitais que sustenta a estrutura da organização fora dos presídios.