O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 21 de abril, a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, um dia antes do prazo final da trégua. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano afirmou que a suspensão dos ataques continuará até que Teerã apresente uma proposta definitiva e as negociações sejam concluídas. No entanto, Trump deixou claro que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e nos portos iranianos permanece ativo, mantendo a pressão militar sobre o regime.

A mudança de postura, após o presidente classificar a extensão como “altamente improvável” no dia anterior, ocorreu a pedido do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e do marechal Asim Munir. O Paquistão atua como mediador no conflito e busca uma proposta unificada para encerrar as hostilidades. Apesar do aceno diplomático, Trump elevou o tom contra a China, revelando que as forças americanas interceptaram o navio M/T Tifani, que transportava o que ele chamou de um “presente não muito agradável” de Pequim para o Irã.

O Departamento de Defesa dos EUA confirmou a abordagem da embarcação sancionada na área do Comando Indo-Pacífico. O Pentágono reiterou que continuará a desarticular redes ilícitas que ofereçam apoio material ao governo iraniano. A interceptação gera um novo foco de desgaste diplomático entre Washington e Pequim, já que Trump afirmou estar “surpreso” com o envio, após ter recebido garantias do presidente Xi Jinping de que a China não forneceria armamentos aos parceiros em Teerã.