O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira, 7 de maio, que uma colaboração premiada deve ser “séria e efetiva”.

A declaração foi divulgada pelo gabinete do ministro após matérias jornalísticas informarem que Mendonça teria sinalizado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que não pretende homologar os atuais termos da proposta de delação apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF).

Em nota enviada à imprensa, Mendonça afirmou que não teve acesso ao teor do material entregue aos órgãos. O ministro ponderou que a colaboração premiada é um ato de defesa e um direito assegurado ao investigado, mas que, para produzir efeitos, precisa ser séria e efetiva.

Mendonça também ressaltou que as investigações sobre o caso Master seguirão normalmente, independentemente de delações.

Daniel Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Na quarta-feira, 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

A prisão foi determinada por André Mendonça após pedido da Polícia Federal. Segundo a investigação, novos dados apontaram que Vorcaro teria dado ordens diretas a outros acusados para intimidar jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das apurações.

Fonte: Agência Brasil.