Um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre, nesta quinta-feira, 14 de maio, por matar a ex-companheira em outubro de 2024, na zona sul da Capital.

O réu recebeu pena de 32 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por feminicídio consumado. Ele estava preso preventivamente desde 30 de outubro de 2024.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu entre os dias 20 e 21 de outubro de 2024, na residência da vítima, no bairro Lami, em Porto Alegre. A vítima era mãe de uma criança de quatro anos com uma síndrome genética e que necessita de alimentação por sonda.

Segundo o MPRS, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e por razões da condição do sexo feminino. O corpo da vítima foi encontrado na residência, e os laudos periciais embasaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Após o crime, o homem chegou a buscar informações sobre a entrega do filho ao Conselho Tutelar. Conforme a denúncia, ele demonstrou preocupação e resistência quanto à possibilidade de acionamento da polícia.

Em 22 de outubro de 2024, o réu abandonou a criança em um ônibus da empresa Citral. Ele foi identificado posteriormente por câmeras de monitoramento e preso após confessar o fato. Por esse caso, também foi condenado pela Justiça em Três Coroas, em janeiro deste ano, a 1 ano e 8 meses de detenção.

A promotora de Justiça Luciana Casarotto, que atuou no plenário do Tribunal do Júri, destacou que a condenação representa uma resposta da sociedade ao crime. “A condenação é apenas uma pequena resposta da sociedade, na esperança de que novos crimes não sejam cometidos”, afirmou.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul