O Oceano Pacífico Equatorial Centro-Leste atingiu anomalias de temperatura da superfície do mar em nível de El Niño pela primeira vez sob o novo critério de monitoramento da NOAA, denominado Índice Niño Oceânico Relativo (RONI). Os dados divulgados no começo desta semana apontaram uma anomalia de +0,5ºC na Região Niño 3.4. Pelo método tradicional, o Índice Niño Oceânico (ONI), a temperatura está em +0,9ºC, marcando a quinta semana consecutiva em patamar de El Niño, as informações são da Metsul.

A mudança no sistema de monitoramento implementada pela agência norte-americana busca tornar o acompanhamento climático mais preciso frente ao aquecimento global. O novo índice RONI considera o aquecimento de fundo dos oceanos tropicais para isolar o impacto das mudanças climáticas globais e evitar classificações distorcidas da intensidade do fenômeno. Como o novo critério exige várias semanas de aquecimento sustentado com acoplamento atmosférico, a NOAA não deve anunciar o início oficial do fenômeno de imediato.

Projeções de modelos climáticos indicam que o El Niño iniciará no final deste outono e ganhará força rapidamente durante o inverno. O modelo europeu ECMWF e o norte-americano CFS apontam para a possibilidade de um Super El Niño histórico com pico de intensidade entre outubro e dezembro de 2026. No Brasil, o fenômeno costuma causar seca severa nas regiões Norte e Nordeste, aumento de temperatura no Sudeste e Centro-Oeste, e chuvas volumosas com enchentes na Região Sul.