Desenrola 2.0 permite usar FGTS para quitar dívidas; veja como funciona

Trabalhadores já podem autorizar, pelo aplicativo do FGTS, o uso de parte do saldo para renegociar débitos bancários em atraso, com descontos de até 90%

Os trabalhadores já podem autorizar o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas pelo programa Desenrola 2.0. A consulta dos valores foi liberada na segunda-feira, 25 de maio, e a expectativa do governo federal é movimentar até R$ 8,2 bilhões em renegociações.

A modalidade permite utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para abater dívidas bancárias em atraso. O dinheiro não será depositado na conta do trabalhador: a Caixa Econômica Federal fará a transferência diretamente para a instituição financeira credora.

O programa é voltado a trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente em R$ 8.105. Podem ser renegociadas dívidas bancárias contratadas até sábado, 31 de janeiro e com atraso entre 91 dias e dois anos, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Segundo o governo federal, o Desenrola 2.0 oferece descontos de até 90% sobre a dívida, juros limitados a 1,99% ao mês, parcelamento em até 48 vezes e prazo de até 35 dias para começar a pagar.

Para autorizar o uso do FGTS, o trabalhador deve acessar o aplicativo oficial do fundo, fazer login com CPF e senha Gov.br, clicar em “Novo Desenrola Brasil”, selecionar “Continuar”, ir em “Autorizar instituição”, ler as informações sobre a consulta do saldo e finalizar em “Entendi”.

Após a autorização, os bancos poderão consultar o saldo disponível por até 90 dias. Em seguida, o trabalhador deve procurar o banco onde possui a dívida e solicitar a adesão ao programa. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 10 mil agências dos Correios também poderão receber pedidos de adesão.

Depois da negociação, o banco terá até 30 dias para formalizar o contrato. As informações serão registradas na Caixa, que fará o pagamento diretamente à instituição financeira.

Quem aderir ao Desenrola 2.0 com uso do FGTS terá suspensão temporária do saque-aniversário e da contratação de novas antecipações vinculadas ao fundo. O bloqueio permanecerá até que o saldo utilizado seja recomposto.

O governo definiu um teto de R$ 8,2 bilhões para uso do FGTS no programa. Segundo o Ministério da Fazenda, o limite busca preservar o equilíbrio financeiro do fundo. Os pedidos serão processados por ordem cronológica e, caso o teto seja atingido, novas solicitações poderão deixar de ser atendidas.

Além do Desenrola 2.0, o governo antecipou para a segunda-feira, 25 de maio, a liberação de recursos para 10,5 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. O desbloqueio adicional estimado é de R$ 8,4 bilhões, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.

Fonte: Agência Brasil

Sindilojas

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