Polícia Civil do RS alerta para nove golpes virtuais e orienta como evitar fraudes
Manual reúne sinais de alerta sobre falsa central telefônica, falso advogado, investimentos, golpes amorosos e outras fraudes online
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul reuniu em um manual orientações para ajudar a população a identificar e evitar nove tipos de golpes virtuais e outras fraudes recorrentes. O material explica como os criminosos atuam, quais são os principais sinais de alerta e o que fazer caso a vítima tenha prejuízo.
Entre as modalidades abordadas estão os golpes da falsa central telefônica, falso advogado, falsos investimentos, nudes, falso plano de saúde, morango do amor, bilhete premiado, golpe do amor e falso intermediário.
No golpe da falsa central, criminosos entram em contato se passando por bancos, operadoras de cartão, centrais de segurança ou até órgãos públicos. Muitas vezes, possuem informações reais da vítima para transmitir credibilidade. A orientação é nunca fornecer senhas, códigos bancários ou acesso ao aplicativo do banco por telefone. Em caso de dúvida, a pessoa deve encerrar a ligação e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira.
Outra fraude destacada envolve falsos advogados. Os criminosos utilizam informações de processos que podem ser verdadeiras e alegam que a vítima possui valores a receber, mas precisa pagar uma suposta taxa para liberar o dinheiro. A recomendação é confirmar qualquer informação diretamente com o advogado ou escritório por meio de contatos já conhecidos.
Nos falsos investimentos, plataformas e aplicativos simulam lucros para convencer a vítima a depositar quantias cada vez maiores. A Polícia Civil orienta a desconfiar de promessas de retorno rápido e elevado e a verificar se a empresa está regularmente registrada antes de investir.
O chamado golpe dos nudes começa geralmente com um perfil falso em redes sociais. Após a troca de imagens íntimas, criminosos passam a exigir dinheiro e podem se apresentar como familiares, responsáveis ou até policiais para aumentar a pressão sobre a vítima. A recomendação é interromper o contato, não realizar pagamentos e preservar todas as provas das ameaças.
O manual também alerta para o falso plano de saúde, no qual golpistas procuram familiares de pacientes internados e solicitam pagamentos urgentes por procedimentos supostamente não cobertos. Antes de qualquer transferência, a orientação é confirmar as informações diretamente com o hospital.
Fraudes envolvendo produtos em alta nas redes sociais também ganharam espaço. No chamado golpe do morango do amor, criminosos copiam fotos e conteúdos de estabelecimentos verdadeiros, criam perfis ou sites falsos e anunciam produtos que nunca são entregues. Ofertas muito abaixo do preço normal, perfis recentes e links desconhecidos devem levantar suspeitas.
No tradicional golpe do bilhete premiado, criminosos abordam principalmente idosos ou pessoas consideradas mais vulneráveis e prometem dividir um suposto prêmio mediante entrega de dinheiro ou transferências. A Polícia Civil reforça que a promessa de ganho fácil deve ser tratada com desconfiança.
Já no golpe do amor, criminosos constroem relacionamentos virtuais e, após conquistarem a confiança da vítima, passam a pedir dinheiro para falsas encomendas, doenças, viagens ou dificuldades financeiras. A recomendação é não enviar valores a pessoas conhecidas apenas pela internet e conversar com familiares ou amigos antes de decisões financeiras.
O golpe do falso intermediário ocorre com frequência na compra e venda de veículos e outros bens. O criminoso copia anúncios verdadeiros, oferece o produto por preço abaixo do mercado e intermedeia a negociação entre comprador e vendedor. Entre os sinais de alerta estão pressa para fechar negócio, pagamento para conta de terceiros e contato exclusivamente por aplicativos de mensagens.
Caso tenha sido vítima, a orientação é guardar prints, áudios, links, números de telefone, e-mails, documentos e comprovantes de pagamento. O registro pode ser feito em uma Delegacia de Polícia ou pela Delegacia Online. Denúncias também podem ser encaminhadas pelo 181 e pelo WhatsApp (51) 98444-0606.
Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul
