A safra de maçã no Rio Grande do Sul, que começa a ser colhida no final de janeiro, será beneficiada pelas condições climáticas favoráveis no inverno e na primavera. A estimativa da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) é de produção entre 450 mil e 470 mil toneladas — volume levemente superior ao do ano passado. O destaque é para a qualidade da fruta: mais lisa, brilhante e maior do que na safra passada, as informações são do Portal GaúchaZH.

— A qualidade vista até agora é excelente. E o aspecto visual é muito importante, já que o consumidor escolhe a fruta pelos olhos — destaca José Sozo, presidente da Agapomi.

A maçã gala, que responde por 70% dos pomares gaúchos, é a primeira a ser colhida. Os 30% restantes, da variedade fuji, amadurecerão até o final de março. As características da fruta tornarão o produto mais atrativo para o mercado internacional.

— Deveremos ter maçãs com tamanho 15% a 20% maior. Frutas maiores são mais cobiçadas por Europa e Rússia — diz Celso Zancan, diretor de Operações da Rasip.

A empresa, que deverá colher 60 mil toneladas da fruta, exportou 20% da produção na safra passada. O percentual é superior à média brasileira, que vende menos de 10% da safra para mercados externos.

— Temos espaço para avançar no mercado externo. Para isso, precisamos também ampliar a variedade de maçãs cultivadas — afirma o presidente da Agapomi.