Novo radar começa a flagrar veículos barulhentos; veja como funciona
Entrou em operação no mês passado, na cidade de Curitiba (PR), um novo equipamento capaz de flagrar em foto e vídeo veículos que emitem ruído excessivo, as informações são do Portal UOL.
O “radar do barulho” foi instalado juntamente a um aparelho de fiscalização eletrônica de velocidade que já operava na Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Bairro Tarumã da capital paranaense.
Contudo, o dispositivo ainda não pode gerar multas de trânsito, pois se trata de tecnologia inédita no Brasil.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, o equipamento desenvolvido pela empresa Perkons em parceria com a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito precisa ser homologado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Mesmo assim, as informações coletadas pelo aparelho vão ajudar na adoção de ações práticas para coibir o barulho excessivo na cidade, de acordo com a Prefeitura.
Os inimigos do sossego vão de motos com o silenciador do escapamento removido, adaptação conhecida como “só o cano”, até carros modificados para incrementar o ronco do motor – passando também por veículos cujo sistema de som toca música em alto volume.
“Com base nas informações de perfil comportamental destes motoristas, vamos conseguir identificar o horário de maior incidência e o tipo de veículo para que possamos atuar com blitze educativas e também com a fiscalização”, informa Rosangela Battistella, superintendente de Trânsito de Curitiba.
Como funciona o ‘radar do barulho’
O novo dispositivo foi montado na mesma estrutura de um radar de velocidade, esquipado com tecnologia capaz de identificar placas veiculares.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, o aparelho antirruídos está ajustado para captar imagens e sons de veículos que emitam sons acima de 90 decibéis.
Esse limite foi arbitrado pela administração do município para viabilizar as operações experimentais, já que a fiscalização eletrônica de ruídos veiculares não depende apenas de homologação pelo Inmetro – ela deve ser precedida pela regulamentação de órgãos como o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
