Os laudos periciais sobre a morte de duas irmãs gêmeas no Rio Grande do Sul indicam que a causa dos óbitos continua “indeterminada”, sem a identificação de substâncias tóxicas ou venenos nos restos mortais. Foram analisadas mais de cem substâncias químicas no sangue e órgãos das vítimas, mas todos os exames deram negativo para sedativos, pesticidas e elementos como o arsênio. Diante disso, a defesa da principal suspeita, a mãe das meninas, argumenta que não há provas que sustentem a tese de envenenamento e pede o arquivamento do processo.

Mesmo sem a confirmação de substâncias tóxicas, o Ministério Público reafirmou a acusação de duplo feminicídio, com agravantes como meio cruel e crime cometido contra menores de idade. Para os promotores, há outros indícios que apontam para a culpabilidade da ré, incluindo buscas feitas na internet sobre o efeito de venenos em seres humanos e o desaparecimento de imagens de segurança da residência da família. Segundo a investigação, a mulher teria apagado o histórico de pesquisas em seu celular após consultar informações sobre substâncias letais.

Além das perícias nos corpos, as autoridades analisaram computadores, celulares e a residência onde as vítimas viviam. Os laudos apontam que não foram encontradas evidências digitais diretas relacionadas ao crime, mas algumas pesquisas e conversas foram identificadas e transcritas. No local do crime, não houve sinais de arrombamento, luta ou qualquer indício de violência física. Mesmo assim, a acusação mantém sua convicção sobre a autoria do crime, afirmando que os elementos reunidos são suficientes para sustentar a denúncia.

A defesa, por sua vez, contesta as acusações e alega que as provas apresentadas são frágeis e insuficientes para manter a prisão da suspeita. Segundo o advogado, a inexistência de substâncias tóxicas nas análises laboratoriais reforça a tese de morte natural e, portanto, a acusação de assassinato não se sustenta. A defesa ainda questiona o motivo pelo qual a necropsia de uma das vítimas só foi anexada ao processo recentemente, mesmo tendo sido realizada no dia do falecimento. O caso segue na Justiça, com divergências entre acusação e defesa sobre a responsabilidade da mãe na tragédia.

Com informações de GZH.