O Paraná foi atingido por pelo menos oito tornados em menos de nove meses, conforme confirmação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O caso mais recente foi registrado em domingo, 28 de junho, no município de Reserva, nos Campos Gerais. Antes disso, outros três tornados haviam sido identificados no início do ano: dois em janeiro, nas cidades de Mercedes, no oeste do estado, e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, além de um em fevereiro, em Foz do Iguaçu.

A série de ocorrências teve início em setembro, com um tornado em Santa Maria do Oeste. Em novembro, outros três fenômenos, considerados mais devastadores, atingiram a região central do Paraná: um em Turvo, um em Guarapuava e um em Rio Bonito do Iguaçu, município que teve cerca de 90% de sua área destruída.

Segundo especialistas, o Paraná está localizado em uma das regiões mais propensas à formação de tornados no planeta. O estado integra o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das chamadas “pradarias centrais” dos Estados Unidos, áreas marcadas por relevo plano e baixas altitudes.

De acordo com a especialista em tornados Karin Linete Hornes, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a vulnerabilidade do território paranaense está relacionada à combinação entre massas de ar quente e de ar frio.

“Nós temos sistemas convectivos de média escala que se formam lá no Paraguai, entradas de frentes frias, muitas vezes associadas também a ciclones que acontecem principalmente no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses três fenômenos formam o combustível perfeito para a instabilidade da atmosfera e para a formação de tornados. Claro que, além de tornados, também temos vendavais e chuva de granizo, associados a esses eventos de tempestade severa”, detalhou a professora.

Foto: Reprodução/g1

Fonte: g1, com edição NH Notícias