Receita Federal divulga regras para a declaração do Imposto de Renda 2025
A Receita Federal (RF) divulgará, na quarta-feira (12/3), as regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025. O Ministério da Fazenda anunciou que a coletiva de imprensa será transmitida ao vivo pelo YouTube.
Durante o evento, a Receita Federal deve informar:
- Os valores de renda que obrigam o contribuinte a declarar;
- Possíveis mudanças nas regras de isenção e nos formulários;
- Os prazos de início e fim para a entrega da declaração.
Diante disso, os contribuintes já podem começar a organizar seus documentos, principalmente os comprovantes de renda. Vale lembrar que o prazo para as empresas entregarem os informes de rendimentos referentes a 2024 terminou em 28 de fevereiro.
Coletiva terá participação de especialistas
A entrevista coletiva será realizada no auditório do Ministério da Fazenda e contará com a presença de:
- Gustavo Andrade Manrique, subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento;
- Juliano Neves, subsecretário de Gestão Corporativa;
- José Carlos da Fonseca, auditor-fiscal responsável pelo programa do Imposto de Renda 2025;
- Ariadne Fonseca, da Diretoria de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.
Crescimento na entrega das declarações em 2024
No ano passado, foram entregues 42,4 milhões de declarações dentro do prazo, um aumento de 102,9% em relação a 2023. Em 2023, contribuintes do Rio Grande do Sul tiveram prazo especial devido às enchentes no estado.
A restituição do Imposto de Renda foi paga em cinco lotes, nos meses de maio, junho, julho, agosto e setembro. A prioridade no pagamento segue critérios como:
- Idosos com 60 anos ou mais;
- Portadores de doenças graves;
- Professores que tenham o magistério como principal fonte de renda;
- Contribuintes que optarem pelo recebimento via Pix.
Isenção até R$ 5 mil a partir de 2026
Em setembro de 2024, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil serão isentas do Imposto de Renda. No entanto, essa mudança será válida apenas a partir de 2026 e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
