O Brasil atingiu um recorde histórico de 66,8% da população ocupada contribuindo para algum regime previdenciário, o equivalente a 68,196 milhões de trabalhadores cobertos pela Previdência Social. O resultado representa o maior percentual desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consideram pessoas com 14 anos ou mais inseridas no mercado de trabalho. A contribuição previdenciária garante direitos importantes, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

Apesar do percentual recorde, o número absoluto de contribuintes foi ligeiramente maior no quarto trimestre de 2025, quando foram contabilizados 68,496 milhões de trabalhadores. No entanto, naquele período, a proporção era menor, representando 66,5% dos ocupados, devido ao total mais elevado de pessoas empregadas.

Segundo o IBGE, são considerados contribuintes empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e profissionais por conta própria que contribuem para regimes previdenciários federais, estaduais ou municipais.

Especialistas atribuem o avanço ao fortalecimento do mercado formal. Para o economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o crescimento do emprego com carteira assinada tem impacto direto na ampliação da cobertura previdenciária.

“Com o emprego formal sendo mais forte e tendo uma recuperação mais intensa que os empregos informais, isso faz com que a contribuição da previdência suba também”, explicou o economista.

O levantamento também apontou que o rendimento médio mensal do trabalhador atingiu R$ 3.679, o maior já registrado pela pesquisa. O valor representa alta de 2% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.

Para especialistas, o aumento da formalização e da contribuição previdenciária é fundamental diante do envelhecimento da população brasileira, pois ajuda a reduzir pressões futuras sobre o sistema de aposentadorias.

Fonte: Agência Brasil e IBGE