Casos de gripe aviária em aves silvestres chegam a 23 no sul do RS
O número de casos de gripe aviária em aves silvestres subiu para 23 no sul do Rio Grande do Sul, segundo atualização divulgada pelo governo estadual. O foco do vírus H5N1, de alta patogenicidade, foi identificado inicialmente no fim de fevereiro na Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar, e segue sendo acompanhado por equipes de vigilância sanitária.
De acordo com o monitoramento, 21 animais morreram em decorrência da doença, entre eles cisnes, corvos-do-mar e garças-moura, espécies recolhidas na região. As autoridades destacam que a área próxima à Lagoa da Mangueira está sob observação constante, com atuação do Serviço Veterinário Oficial do Estado, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura.
Além do acompanhamento com barreiras e uso de drones, o governo também realiza vistorias em propriedades rurais em um raio de até 10 quilômetros do foco, com cerca de 93 locais que devem ser inspecionados. Amostras coletadas em granjas comerciais e criatórios da região seguem sendo analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, responsável por confirmar ou descartar novos casos. Paralelamente, equipes da Secretaria da Agricultura também promovem capacitação de agentes de saúde e gestores municipais para reforçar a vigilância e orientar sobre possíveis sintomas da doença em aves.
