MPRS prende advogado em Porto Alegre por estupro e crimes contra 10 vítimas
Prisão preventiva do professor Conrado Paulino da Rosa visa proteger vítimas e evitar novas agressões
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do GAECO e com apoio da Polícia Civil, prendeu preventivamente o advogado e professor Conrado Paulino da Rosa nesta segunda-feira, 2 de março, em Porto Alegre. A medida, acatada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJRS), atende a um pedido urgente do Ministério Público para garantir a integridade das vítimas diante da gravidade das denúncias. A ação integra o Projeto Cumpra-se, focado na efetivação de ordens judiciais.
O investigado havia sido denunciado formalmente no último dia 24 de fevereiro pela prática de 12 crimes contra 10 mulheres. Entre as acusações detalhadas pelo MPRS, figuram crimes de estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. Segundo a investigação, as condutas criminosas ocorriam sistematicamente há mais de uma década, com registros de fatos datados pelo menos desde o ano de 2013.
A prisão preventiva busca interromper o ciclo de violência e assegurar que o processo transcorra sem interferências ou riscos às denunciantes. O caso tramita sob sigilo para preservar a identidade das vítimas, mas o MPRS reforça que a detenção é fundamental para a ordem pública e a proteção das mulheres envolvidas. O advogado permanece à disposição da Justiça para os desdobramentos da denúncia criminal.
