Remédios devem ficar mais caros a partir de abril
Reajuste autorizado varia até 3,81% e tende a atingir principalmente medicamentos genéricos e similares
Os preços dos medicamentos no Brasil poderão sofrer reajuste entre 1,13% e 3,81% a partir de 1º de abril, conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Os novos valores máximos serão divulgados oficialmente e poderão ser aplicados pelas farmácias já nos primeiros dias do mês, mas a atualização não ocorrerá de forma uniforme em todos os estabelecimentos.
A regra estabelece três faixas de aumento de acordo com o nível de concorrência de cada produto. Medicamentos com maior concorrência, como genéricos e similares, devem registrar os reajustes mais altos, enquanto remédios exclusivos ou com menor concorrência terão percentuais menores. O cálculo considera fatores como inflação medida pelo IPCA, custos do setor farmacêutico, produtividade e dinâmica de mercado.
Especialistas do setor destacam que, apesar da autorização para reajuste, o impacto para o consumidor tende a ser gradual e moderado, já que as farmácias podem aplicar os novos preços de forma parcial ou ao longo do ano, dependendo da estratégia comercial adotada. A expectativa é que a maioria dos estabelecimentos realize o repasse de maneira escalonada, e não com aumento imediato em todos os produtos.
