Dois anos após a maior tragédia climática da história recente do Rio Grande do Sul, o governo do Estado já investiu R$ 52,3 milhões em estudos técnicos de batimetria e topografia voltados à prevenção de cheias em eventos extremos. As iniciativas integram o eixo de prevenção do Plano Rio Grande, com o objetivo de qualificar intervenções, fortalecer o monitoramento e aprimorar o planejamento territorial.

Com investimentos em diferentes áreas, o Plano Rio Grande já soma cerca de R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O programa busca não apenas reconstruir estruturas atingidas, mas também aumentar a capacidade de resposta e tornar o Estado mais resiliente diante de novos eventos climáticos.

Os estudos são coordenados pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e envolvem a batimetria, responsável por medir a profundidade de rios e lagos, e a topografia, que analisa as características naturais e artificiais do terreno. Esses dados são considerados fundamentais para garantir maior precisão técnica nas políticas públicas de adaptação climática.

Na área de topografia, está prevista a elaboração de um Modelo Digital de Terreno (MDT) para parte do território gaúcho, ferramenta que auxiliará no planejamento da reconstrução, na organização da ocupação urbana e na previsão de eventos extremos. Os contratos relacionados a essa etapa somam investimento de aproximadamente R$ 34 milhões.

Já os levantamentos batimétricos estão sendo realizados de forma inédita no Estado, com análise completa do leito dos rios. O primeiro bloco de estudos abrange cursos d’água considerados prioritários, como os rios Gravataí, Sinos, Caí, Taquari-Antas e o Guaíba, com investimento de R$ 10,5 milhões.

Também está prevista a execução da batimetria da Lagoa dos Patos, com aporte estimado em R$ 25,5 milhões, recursos provenientes de fundo federal voltado à recuperação e adaptação a eventos climáticos extremos.

Com a consolidação desses estudos, o governo do Estado busca fortalecer a prevenção de desastres, melhorar o fluxo hídrico e reduzir riscos de alagamentos, ampliando a segurança e a capacidade de resposta do Rio Grande do Sul frente às mudanças climáticas.