A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da DRACO de Cruz Alta, deflagrou nesta quarta-feira, 15 de abril, uma nova fase da Operação REMAP. A ofensiva, que contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, cumpriu seis mandados de busca e apreensão em cidades como Balneário Piçarras, Bombinhas, Horizontina e Cruz Alta. O foco principal é o sequestro de bens de um líder de organização criminosa, visando desarticular a estrutura financeira do grupo que atua na região.

As investigações identificaram um patrimônio de alto padrão, incluindo imóveis de luxo, que somam mais de R$ 7,5 milhões em ativos bloqueados. Segundo a polícia, os bens eram utilizados para ocultar valores oriundos do tráfico de drogas, utilizando-se de terceiros, empresas de fachada e pagamentos fracionados em espécie. A ação integra a estratégia nacional da RENORCRIM, coordenada pelo Ministério da Justiça, que foca na asfixia financeira das organizações para garantir sua desarticulação definitiva.

A Operação REMAP teve origem após a apreensão de valores suspeitos que revelaram um complexo esquema de lavagem de capitais. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e ampliar as medidas patrimoniais. A estratégia de atacar o braço financeiro do crime organizado é considerada fundamental pelas autoridades para reduzir o poder de atuação das facções que operam no Rio Grande do Sul e em estados vizinhos.