O governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Programa Fundo a Fundo da Reconstrução, intensifica os repasses diretos a prefeituras para obras de preparação e recuperação urbana. Ao todo, a iniciativa já garantiu R$ 502,9 milhões aprovados e R$ 152,5 milhões encaminhados a 13 municípios, viabilizando ações como drenagens, recuperação de estações de bombeamento, reconstrução de diques e elaboração de planos diretores de drenagem urbana.

Até abril de 2026, os municípios de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Eldorado do Sul, Rio Grande, Gravataí, Pelotas, Esteio, São Sebastião do Caí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, São Lourenço do Sul e Alvorada garantiram recursos do programa. Canoas, com R$ 213 milhões assegurados, e Porto Alegre, com R$ 200 milhões, lideram em número de obras e intervenções aprovadas, graças ao estágio avançado dos projetos apresentados. O governador Eduardo Leite realizou, nos últimos meses, visitas técnicas para fiscalizar o andamento dos trabalhos.

Esta ação integra a série de conteúdos informativos sobre os dois anos após a enchente de 2024. Com investimentos em diferentes áreas, o Plano Rio Grande soma R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Além da reconstrução de estruturas atingidas, o programa busca resgatar vidas e preparar o Estado para o futuro, fortalecendo a economia, a infraestrutura e a capacidade institucional.

No escopo de obras e serviços do Fundo a Fundo da Reconstrução estão incluídos: serviços de hidrojateamento; obras em diques (contratação de projetos, recuperação e alteamento de cotas); estações de bombeamento de água bruta e pluvial (projetos de recuperação e modernização); drenagem (projetos e execução para manutenção e recuperação de sistemas de micro e macrodrenagem); obras em comportas (projetos, recuperação, substituição e fechamento); estudos sobre sistemas de proteção e aspectos geofísicos e hidrológicos; e a elaboração de planos diretores de drenagem urbana. Em Porto Alegre, por exemplo, o Dique do Sarandi passa por recuperação com recursos do programa.

O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, destacou a agilidade dos repasses: “O Fundo a Fundo nos permite realizar repasses diretos aos municípios, o que torna o processo mais ágil e garante o andamento de obras decisivas para as cidades. Estamos em contato direto com os municípios, tanto para assegurar os recursos como para garantir o bom funcionamento e o andamento dos trabalhos”.

As demandas recentes apresentadas pelos municípios que já integram o programa estão em análise pelas equipes da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg) e do Comitê Gestor do Plano Rio Grande. Novas prefeituras podem solicitar adesão ao Fundo a Fundo mediante o envio de projetos alinhados ao escopo de recuperação e reconstrução das estruturas municipais.

Fonte: Texto: Ascom Serg | Edição: Secom