A Justiça decidiu que o filho da mulher desaparecida desde janeiro em Cachoeirinha, seguirá provisoriamente sob os cuidados da avó paterna, mãe do policial militar, apontado como principal suspeito do desaparecimento e da suposta morte da ex-companheira e dos pais dela. A decisão foi tomada pela Vara de Família nesta segunda-feira (18), em processo que tramita sob sigilo.

Familiares do lado materno tentavam obter a guarda da criança, mas tiveram o pedido negado. Como o Tribunal de Justiça não divulgou detalhes da decisão, os fundamentos não foram informados publicamente. O advogado que representa a família materna afirmou que irá recorrer, sustentando que pretende demonstrar que o ambiente mais adequado e seguro para o menino seria junto aos parentes da mãe desaparecida.

O caso segue em investigação e já resultou em denúncia aceita contra o policial militar, a atual esposa dele e o irmão do PM. O agente responde por crimes como feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. A avó paterna chegou a ser indiciada pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento na retirada de HDs e exclusão de conteúdos, mas o Ministério Público ainda não apresentou denúncia contra ela e determinou novas apurações. Os corpos de S.A., de 48 anos, I.V.A., de 69, e D.G.A., de 70, ainda não foram encontrados.