O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 18 de maio, que espera atrair os Estados Unidos para parcerias na exploração de terras raras em território brasileiro. Ao comentar a disputa global entre Washington e Pequim, o chefe do Executivo declarou que gostaria de ver o presidente americano, Donald Trump, cessar as disputas com o líder chinês, Xi Jinping, para se associar ao Brasil no desenvolvimento do setor mineral. Lula destacou a importância da inteligência e da ciência para que o País dê um salto de qualidade na área em um curto espaço de tempo.

Durante o pronunciamento, o presidente reforçou que o controle das operações deve permanecer sob a gerência do País, garantindo que o Brasil não abrirá mão de sua soberania nas negociações com parceiros estrangeiros. O mandatário assegurou que qualquer nação interessada será bem-vinda, desde que compreenda que os minerais críticos e as terras raras pertencem ao Brasil e serão explorados internamente. O evento contou também com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

A declaração ocorreu durante a cerimônia de entrega de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, interior de São Paulo. O equipamento funciona como um supermicroscópio capaz de analisar estruturas em escala atômica e possui entre 85% e 90% de componentes produzidos no Brasil. Segundo o Palácio do Planalto, as novas linhas vão ampliar a capacidade nacional de pesquisa em setores estratégicos como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.