Mãe de adolescente acusado no caso Orelha desabafa após arquivamento: “Que ninguém passe pelo que passamos”
Justiça de Santa Catarina arquivou o caso nesta sexta-feira, 15 de maio, após o Ministério Público apontar falta de provas contra os jovens acusados de matar o cão comunitário na Praia Brava.

A mãe de um dos adolescentes acusados no caso envolvendo a morte do cão Orelha, em janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis, falou nesta sexta-feira, 15 de maio, após a Justiça de Santa Catarina arquivar o caso por falta de provas contra os jovens.
Sem se identificar, a mãe afirmou que nunca acreditou nas acusações feitas contra o filho e disse que a repercussão do caso foi baseada em boatos e fofocas de “pessoas de má-fé”. Segundo ela, todos os familiares e pessoas próximas foram atingidos pela exposição.
“É uma criança com seus defeitos, mas é uma criança de muito valor, uma criança de muito coração. Todo mundo que está direta ou indiretamente ligado a nós foi atacado”, declarou.
A mulher também relatou que o caso trouxe consequências para a vida pessoal, escolar e profissional da família. “Eu acho que a gente tem que tomar maior cuidado, porque qualquer um poderia estar no nosso lugar e a gente não deseja que ninguém passe pelo que a gente passou”, afirmou.
Sobre a acusação de coação envolvendo um porteiro, caso que também foi arquivado pela Justiça, a mãe admitiu que houve uma discussão entre o profissional e o filho dela. No entanto, afirmou ter presenciado o homem ameaçar matar o adolescente.
Segundo ela, os adolescentes da região da Praia Brava costumavam circular pelos condomínios e nunca tiveram problemas com outros porteiros. “Houve sim uma ‘treta’ com meu filho na hora da saída, mas também eu presenciei ele ameaçando meu filho de morte. O fato é que não ocorreu problema em nenhum outro condomínio, apenas nesse, exclusivamente com este porteiro”, completou.







