A Defesa Civil Nacional reforçou nesta terça-feira (28) o apoio às ações de resposta e monitoramento no Rio Grande do Sul diante da previsão de novas tempestades até esta quarta-feira (29). Técnicos do órgão participam de reuniões com a Defesa Civil Estadual e acompanham a evolução dos danos provocados pelas chuvas, que já atingiram 247 municípios gaúchos.

Atualmente, Marques de Souza, Feliz e São Sebastião do Caí estão com o processo de reconhecimento federal de situação de emergência em andamento, etapa necessária para solicitar recursos da União destinados às ações de resposta e recuperação.

Estado se prepara para novo episódio de chuva intensa

Segundo a Defesa Civil Nacional, somente na segunda-feira (27), 59 municípios registraram ocorrências relacionadas a granizo, vendavais e chuva intensa. A preocupação agora está voltada para a possibilidade de novas elevações nos níveis dos rios, especialmente nas bacias dos rios Caí e Taquari, que permanecem sob monitoramento.

As equipes também acompanham a preparação do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, que mantém efetivos mobilizados em pontos estratégicos para agilizar o atendimento caso ocorram novos eventos extremos.

O Departamento de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional segue operando em nível de alerta laranja e mantém contato permanente com órgãos federais de monitoramento e com as defesas civis estaduais e municipais.

Inmet mantém alerta vermelho

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta vermelho de grande perigo para o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina. A previsão indica acumulados superiores a 100 milímetros de chuva por dia, ventos que podem ultrapassar 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.

As áreas de maior risco no território gaúcho incluem a Região Metropolitana de Porto Alegre, Serra, Nordeste, Noroeste, Centro, Sudeste e Sudoeste do Estado.

Mais de 240 municípios registram prejuízos

O último balanço aponta que 247 municípios já foram afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Até o momento, 325 pessoas estão desabrigadas, 783 desalojadas e três ficaram feridas. Não há registro de mortes.

Entre os principais danos estão alagamentos, inundações, destelhamentos, queda de árvores e postes, interrupção no fornecimento de energia elétrica e prejuízos à infraestrutura pública. Segundo a Defesa Civil Nacional, sete escolas, três unidades de saúde, três obras de infraestrutura e 134 vias públicas sofreram danos em decorrência dos temporais.