As diferentes medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos alcançam 47,3% do valor das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, segundo levantamento divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na sexta-feira, 24 de julho.

Desse total, 23,1% das exportações são atingidas pelas novas sobretaxas vinculadas à Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. Outros 24,2% correspondem a produtos submetidos a tarifas setoriais da Seção 232, que alcançam segmentos específicos e, em regra, são aplicadas a diferentes países.

A nova estrutura inclui uma tarifa adicional de 25% para determinados produtos brasileiros e outra de 12,5% relacionada à investigação norte-americana sobre trabalho forçado nas cadeias globais. Em mercadorias alcançadas simultaneamente pelas duas medidas, a sobretaxa pode chegar a 37,5%.

O governo brasileiro informou que 52,7% das exportações aos Estados Unidos permanecem sem essas sobretaxas adicionais. Entre os produtos nessa condição estão café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, parte da celulose e diferentes produtos químicos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a considerar as medidas injustas, mas afirmou que o Brasil seguirá negociando com os Estados Unidos. A estratégia do governo também inclui apoio financeiro aos setores afetados e busca de novos mercados para reduzir os impactos sobre empresas exportadoras.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Governo Federal.