Viagem mais rápida: o que muda com o fim do comboio na BR-470 entre Bento Gonçalves e Veranópolis
Com 85% das obras executadas, trecho passa a operar em sistema de pare e siga; engenheiro do Dnit explica como será o novo modelo e faz alerta aos motoristas
O fim do sistema de comboio na BR-470 entre Bento Gonçalves e Veranópolis marca uma nova etapa das obras de reconstrução da Serra das Antas. A partir desta quarta-feira (1), os motoristas passam a cruzar o trecho em sistema de pare e siga, sem horários fixos de liberação. As interrupções ocorrerão apenas nos pontos onde ainda há frentes de trabalho, o que deve reduzir o tempo de espera durante a travessia.
No novo modelo, o fluxo deixa de depender dos horários previamente estabelecidos para a travessia da Serra das Antas.
— Isso faz com que não tenha mais um horário definido de passagem pela Serra. O sistema de pare e siga vai operar das 6h às 23h. Os pontos de parada serão nos pontos de obra. Hoje, a gente tem quatro pontos de parada ao longo da Serra e o percurso entre Bento Gonçalves e Veranópolis deve levar em torno de 30 a 40 minutos — explica o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Adalberto Jurach, em entrevista à Studio.
Segundo Jurach, a mudança foi possível porque boa parte das intervenções executadas após a enchente de 2024 já está concluída.
— Nós estamos nos aproximando de 85% de execução de tudo que estava previsto e de tudo que foi gerado pós-catástrofe de 2024. Pelo avanço das obras e por muitos desses pontos de ocorrência já estarem tratados com obras de contenção e segurança, isso motivou essa alteração do trânsito pela BR-470 no segmento entre Bento Gonçalves e Veranópolis, suspendendo o sistema de comboio e passando a operar na fase de pare e siga.
Chuva interfere menos no trânsito
Conforme Jurach, outro fator considerado pelo Dnit foi o comportamento da rodovia durante os episódios recentes de chuva. Segundo ele, as obras de contenção já reduziram os impactos dos deslizamentos sobre o tráfego.
— Quando a gente fala nessa possibilidade de mudar de comboio para pare e siga, é justamente porque essas obras de contenção e segurança já estão mostrando o seu efeito. Mesmo com chuvas como aconteceram na semana passada, que foram chuvas intensas, a gente tem menos interferência no tráfego da via.
Atualmente, o trecho conta com 17 frentes de trabalho, cerca de 250 trabalhadores e quase uma centena de equipamentos distribuídos ao longo da rodovia.
Atenção continua necessária
Apesar da flexibilização no trânsito, o engenheiro ressalta que a BR-470 continua sendo um canteiro de obras e exige atenção dos condutores.
— Quem for trafegar por esse segmento passe com atenção redobrada, respeitando a sinalização e uma velocidade baixa, conforme orientado pelas placas, para que não tenha acidente nem com a nossa equipe de trabalho, nem com o usuário da rodovia.
