O Conselho de Administração da Braskem aprovou, nesta segunda-feira, 24 de agosto, o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. A medida tem como objetivo viabilizar a negociação e a implementação da reestruturação financeira da petroquímica, que reconhece dívidas de US$ 10,9 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões.

Em comunicado divulgado a acionistas e ao mercado, a companhia informou que pretende “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação” de suas dívidas.

Segundo a Braskem, o processo de recuperação extrajudicial terá escopo exclusivamente financeiro e não deverá afetar as obrigações da empresa com fornecedores, clientes e demais partes relacionadas.

“O processo de recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”, informou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Braskem, Carlos Augusto Machado Pereira Brandão.

O pedido, que ainda será protocolado, integra um projeto de reestruturação negociado pela empresa com credores e investidores. A iniciativa ocorre após a Braskem obter, em junho, proteção financeira judicial concedida pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo.

A decisão judicial suspendeu por 60 dias a execução de determinadas dívidas da companhia. O prazo termina na terça-feira, 25 de agosto.

Criada em agosto de 2002 a partir da integração de seis empresas dos grupos Novonor, antiga Odebrecht, e Mariani, a Braskem possui operações no Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México. A companhia atua principalmente na produção de resinas termoplásticas e outros insumos utilizados por diferentes setores da indústria.

Fonte: Agência Brasil