Luto no tradicionalismo: Morre aos 86 anos o músico Bagre Fagundes, um dos autores do “Canto Alegretense”
Autor de Canto Alegretense e Origens morreu aos 86 anos após uma trajetória dedicada à preservação da identidade gaúcha
A obra de Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, permanece como uma das mais marcantes da música regional. Ao lado do irmão Nico Fagundes, ele assinou Canto Alegretense, composição transformada em símbolo da cultura do estado, e Origens, canção que abriu o programa Galpão Crioulo durante quase quatro décadas. O músico morreu neste domingo, 2 de agosto, aos 86 anos, conforme confirmação de seu filho Ernesto Fagundes.
Nascido em Uruguaiana e criado em Alegrete em uma família de 12 irmãos, Bagre iniciou a carreira ainda jovem, em uma rádio de São Borja. Com sua gaita de quatro baixos, percorreu diversas regiões gaúchas e integrou os grupos Os Angüeras e Inhanduy antes da criação de Os Fagundes, em 2001. A formação familiar reuniu Bagre, Nico e os filhos Ernesto, Neto e, posteriormente, Paulinho, levando o repertório tradicionalista a públicos de diferentes gerações.
Durante décadas, Bagre Fagundes ajudou a fortalecer o cancioneiro e a memória cultural do Rio Grande do Sul, acumulando participações em festivais e reconhecimento em todo o estado. Casado com Marlene Vilaverde por mais de 60 anos, ele era pai de Neto, Ernesto, Luciana e Paulinho. Sua trajetória permanece viva nas canções, nos palcos e nas celebrações que mantêm acesas as tradições gaúchas.
