Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar documentos do caso Master ao STF
Presidente do Supremo acolheu pedido da PGR e determinou acesso mais amplo aos autos, preservando apenas diligências que possam ser comprometidas pela divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça envie, em até 24 horas, todos os procedimentos relacionados ao caso Master e à chamada Operação Compliance Zero à Presidência da Corte e aos gabinetes dos demais ministros. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República e amplia o acesso ao conteúdo da investigação. Pela decisão, devem continuar protegidas apenas informações sobre diligências em andamento ou planejadas cuja publicidade possa prejudicar o trabalho investigativo.
A PGR argumentou que uma liberação apenas parcial dos documentos poderia transmitir uma “ideia equivocada de transparência”, já que parte dos procedimentos vinculados ao núcleo principal do caso permaneceria fora do conjunto divulgado. Antes da decisão de Fachin, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também haviam encaminhado manifestações defendendo maior abertura dos autos. A movimentação ocorre poucos dias antes da sessão marcada para terça-feira (15), quando o plenário do STF deve analisar questões relacionadas às investigações.
O caso Master passou a ganhar ainda mais atenção depois da divulgação de mensagens e informações que citam integrantes do Supremo ou possíveis vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro. Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, André Mendonça e Nunes Marques aparecem em diferentes contextos mencionados nas apurações ou em reportagens sobre o caso, sem que a simples citação represente comprovação de irregularidade. Com a nova ordem de Fachin, o objetivo é permitir que os ministros tenham acesso mais amplo ao material antes da análise pelo plenário.
