O que se sabe sobre jovem achada morta no pátio de condomínio
Polícia analisa câmeras e depoimentos para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, enquanto a mãe questiona por que não foi avisada sobre o ocorrido
A Polícia Civil do Ceará investiga a morte de Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos, encontrada sem vida no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de domingo (13). Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, quatro pessoas já foram ouvidas e outras quatro ainda devem prestar depoimento, enquanto imagens das câmeras do condomínio e de áreas próximas são analisadas. A perícia identificou lesões compatíveis com impacto contra o solo e informou que, até o momento, os exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico. Exames complementares continuam em andamento para tentar esclarecer a dinâmica da morte.
O caso passou a ter maior repercussão depois que a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo cobrando respostas. Ela relatou que esteve com Isabelle durante o fim de semana e que a filha havia reclamado de dores no pescoço. No domingo, após sair para participar de uma missa e de uma procissão com o namorado e parentes dele, a estudante teria enviado mensagens à mãe por volta das 19h, incluindo “Mãe, eu te amo”. Na manhã seguinte, sem conseguir contato com a filha nem com o namorado dela, Isorlanda foi até o condomínio e afirmou ter descoberto somente no local que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já havia sido retirado.
A mãe também declarou que não recebeu explicações da família do namorado e relatou preocupações anteriores com o relacionamento da filha. Segundo Isorlanda, Isabelle havia começado um estágio em um escritório do qual o namorado, de 33 anos, seria sócio, e o relacionamento começou poucos dias depois. Ela afirma ter percebido comportamentos que considerava controladores e disse que a jovem contou que o namorado pretendia utilizar seu cartão e registrar uma empresa em seu nome. Esses relatos fazem parte da versão apresentada pela mãe e não representam conclusões da investigação. A OAB do Ceará divulgou nota de solidariedade à família e defendeu que a apuração seja conduzida com celeridade, rigor técnico, diligência e perspectiva de gênero.
