O inquérito sobre desvios que atingiram aposentados do INSS voltará à relatoria do ministro André Mendonça, por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. No despacho publicado na quinta-feira (29), Fachin decidiu manter sob sua responsabilidade a investigação envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A devolução do caso do INSS ocorreu após um parecer da Procuradoria-Geral da República apontar ausência de indícios de irregularidades na atuação de Mendonça. Fachin havia assumido os dois procedimentos depois de Alexandre de Moraes pedir a inclusão do colega no inquérito das fake news, sob a alegação de condução política das apurações. Diante da manifestação da PGR, o presidente do STF entendeu que não havia mais justificativa para manter o processo do INSS na Presidência.

No caso Master, a definição permanece vinculada à análise do plenário sobre um pedido de abertura de investigação contra integrantes do tribunal. Fachin também determinou que o relatório da Polícia Federal sobre possíveis relações de ministros com Vorcaro seja encaminhado a ele quando estiver concluído. A manutenção do inquérito na Presidência deverá ser reavaliada após a deliberação do colegiado ou no prazo de 90 dias.

Segundo a reportagem do Pleno.News, um relatório da PF divulgado por Mendonça cita mensagens de Vorcaro a Moraes com pedidos de orientação jurídica e de interlocução com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Moraes, por sua vez, acusou Mendonça de direcionar a investigação para implicá-lo. As divergências entre os ministros antecederam a intervenção de Fachin na condução dos procedimentos.