PF abre investigação sobre morte de suspeito ligado ao caso Banco Master em prisão
Luiz Philipi Mourão, conhecido como “Sicário”, atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais
A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que estava preso após a Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Segundo a PF, o investigado atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da instituição em Minas Gerais.
De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, toda a movimentação do preso e o atendimento realizado pelos agentes foram registrados por câmeras de segurança, sem pontos cegos. A corporação informou que o caso foi comunicado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do processo, e que as gravações serão entregues para análise das autoridades responsáveis.
Mourão havia sido preso por atuar como peça central na organização criminosa investigada, executando tarefas como monitoramento de alvos, acesso ilegal a sistemas sigilosos e intimidação de pessoas ligadas ao caso. As investigações apontam que ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar essas atividades a mando do banqueiro Daniel Vorcaro, também preso na operação e apontado como líder do esquema. A defesa afirmou que esteve com Mourão horas antes do ocorrido e declarou que ele apresentava condições físicas e mentais normais naquele momento.
