O PSD oficializou, nesta segunda-feira, 30 de março, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio ocorreu na sede nacional do partido, em São Paulo, consolidando a escolha após a desistência de Ratinho Júnior e a articulação que superou a ala favorável ao nome de Eduardo Leite. Em seu discurso, Caiado enfatizou a segurança pública e a experiência administrativa, afirmando que seu primeiro ato, caso eleito, será a anistia ampla e irrestrita para os condenados pelo 8 de Janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A viabilização do projeto presidencial de Caiado incluiu sua saída do União Brasil e a filiação ao PSD, ocorrida no início do mês. A cúpula da legenda avaliou que a trajetória política do governador e sua forte ligação com o agronegócio e pautas de direita o tornam a opção mais competitiva para enfrentar o atual governo. “Ganhar do PT é fácil. Difícil é governar para que o PT não seja mais opção”, declarou o pré-candidato, que rechaça a disputa por outros cargos, como o Senado, focando exclusivamente no Palácio do Planalto.

A antecipação do anúncio visa atender aos prazos de desincompatibilização da legislação eleitoral e pacificar as frentes internas do partido. Embora parte do PSD defendesse Eduardo Leite como uma alternativa de centro para romper a polarização, o nome de Caiado ganhou força por seu alinhamento conservador. O partido agora deve focar na formação de alianças, sem descartar uma chapa pura, embora o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja citado por lideranças como um potencial vice para a composição.