Acusados de mandar matar mãe e filha em Casca vão a júri nesta quarta-feira
Dois réus apontados pelo MPRS como mandantes de duplo homicídio ocorrido em 2020 serão julgados por homicídio qualificado; crime teria sido motivado por conflitos familiares e disputas patrimoniais
Dois acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) como mandantes do duplo homicídio de mãe e filha, ocorrido em 2020, serão submetidos ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 20 de maio, no município de Casca.
Eles serão julgados por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante emboscada e meio que dificultou a defesa das vítimas. Em plenário, a acusação será sustentada pelo promotor de Justiça Fabrício Gustavo Allegretti.
De acordo com a ação penal, as vítimas foram mortas em uma ação planejada. Para o julgamento, foram arroladas cinco testemunhas de acusação, sendo quatro pelo MPRS e uma pela assistência de acusação, além de uma testemunha de defesa.
A acusação sustenta que parte dos réus participou diretamente das execuções, enquanto outros teriam contribuído por meio de pagamento ou promessa de recompensa. As vítimas são Neusa Maria Rapkievicz, de 56 anos, e a filha dela, Ana Paula Rapkievicz, de 32 anos.
Ainda conforme o MPRS, o crime teria sido motivado por conflitos familiares envolvendo disputas patrimoniais e desentendimentos relacionados à guarda de uma criança.
Os três executores já foram julgados anteriormente, em sessão realizada no dia segunda-feira, 31 de março. Eles foram condenados, respectivamente, a penas de 49 anos, 40 anos e 10 meses e 28 anos de prisão. Na ocasião, além do promotor Fabrício Allegretti, atuou a promotora de Justiça Aline Beatriz Bibiano.
Ainda há um quarto executor que responderá pelo caso em julgamento separado, uma vez que o processo foi cindido após ele permanecer foragido até 2025. Atualmente, ele aguarda o julgamento de recurso.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)
