Conhecida pela participação em atividades culturais e esportivas, Alice Nitz, de 14 anos, estudava na Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim do Trabalhador, onde declamava poesias e integrava o grupo de dança tradicionalista Oigalê. A adolescente também jogava futsal no Fênix FC Futsal Feminino. Após sua morte, representantes da escola e do clube prestaram homenagens e lembraram a jovem pela vivacidade, pelo talento e pela dedicação às atividades que desenvolvia.

Alice foi morta a facadas na segunda-feira (17), dentro da residência do ex-padrasto, no bairro Jardim do Trabalhador, em Encantado, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, a presença da adolescente no imóvel não era incomum, já que os dois continuaram próximos mesmo depois do fim do relacionamento entre o homem e a mãe da jovem. O casal havia ficado junto por aproximadamente 13 anos e estava separado havia cerca de um mês. As residências ficavam no mesmo bairro, a poucos quarteirões de distância.

O ex-padrasto confessou a autoria do crime e foi preso preventivamente na terça-feira (18). Em depoimento, ele teria atribuído o ataque a um conflito entre ele e a adolescente, circunstância que ainda é apurada. A investigação trata o caso como feminicídio e, conforme a delegada responsável, não encontrou indícios de que a morte tenha ocorrido para atingir ou punir a ex-companheira, afastando até o momento a hipótese de vicaricídio. A defesa informou que o investigado está colaborando com as autoridades e afirmou que acompanhará o processo com garantia do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal.