O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. A medida executa a sanção de perda do cargo público imposta pela Primeira Turma da Corte, que também o condenou a 24 anos e seis meses de prisão no processo relacionado à tentativa de ruptura institucional.

De acordo com a acusação apresentada no caso, integrantes da cúpula da PRF e do Ministério da Justiça teriam usado estruturas dos órgãos para favorecer Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022, com operações rodoviárias que dificultariam o deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste. Entre 28 e 30 de outubro daquele ano, a PRF realizou 4.591 fiscalizações de ônibus em todo o país, sendo 2.185 somente na região Nordeste, número superior ao registrado nas demais regiões.

Silvinei também foi alvo de processos anteriores relacionados à atuação política enquanto comandava a corporação. Durante a campanha de 2022, ele chegou a publicar conteúdo em rede social em apoio à reeleição de Bolsonaro e, posteriormente, foi condenado por uso do cargo para fins eleitorais, com imposição de multa superior a R$ 546 mil. A nova decisão do STF determina que a perda da função pública seja efetivada por meio da cassação de sua aposentadoria como policial rodoviário federal.